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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A vida não espera estarmos prontos para nada que ela parece que nunca tenha tempo, o nosso tempo. Tudo é imprevisível, nada é seguro, e a todo instante nos depararmos com o que não qu gostaríamos, jamais esperávamos. Porque sempre teremos a impressão de que ainda não estamos preparados para atravessar as provas que nos impõe inadvertidamente, dia sim e no outro de novo. Nunca estaremos seguramente prontos, principalmente para sofrer os reveses, que não serão poucos. É bom nos percebermos, planejarmos, economizamos, para que possamos atravessar as ventanias com maior segurança e viver uma velhice ao menos tranquila, porém, caso essa tentativa de controle for excessiva, acabaremos decepcionando amargamente. Porque, como disse anteriormente, nada nesta vida é uma certeza é apenas a segurança do amor verdadeiro é que nos sustentará durante as noites frias que virão. O amor verdadeiro, sim, é a certeza da vida, nem mais.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Vida mais Simples

Trânsito está parado. As pessoas correm de um lado para o outro. As buzinas infernais de carros. Esse é o cenário típico da vida nas grandes cidades. Nesse caos rotineiro, é importante parar e focar no que agrega satisfação para você. Algo como uma recompensa por um dia estafante ou até mesmo uma forma de buscar momentos especiais e tornar o dia mais leve.

Nessa hora, nada melhor do que adoçar o seu dia! Você pode reunir mecanismos como gentileza, amizade, altruísmo e generosidade num encontro com amigos para um lanche da tarde. Rever pessoas queridas sempre traz benefícios emocionais e fortalece a consciência de nosso papel social. Receber um carinho daquela pessoa amada, até mesmo pelo telefone ou no whatsapp. 

Outra forma de se sentir bem é se presentear com algo que goste a cada três tarefas obrigatórias cumpridas. Por exemplo, terminou aquele trabalho que vinha consumindo seu tempo livre há meses? Então, que tal se presentar com uma voltinha no quarteirão, uma lembrança naquela loja que você acha favorita. 
Tornar a vida mais alegre de ser vivida é tarefa das mais simples e deve ser perseguida por todos.

Somente assim teremos satisfação para continuar exercendo nossas funções rotineiras com mais vigor. É importante lembrar que o lazer e a satisfação pessoal são ingredientes riquíssimos na busca por uma vida equilibrada. E adoçar o dia com pequenos gestos de carinho com você e com os que o cercam é fundamental. Uma das maneiras de se amar é buscar a autorrealização por meio do conhecimento do próprio eu. Olhar para dentro e perceber o que pode tornar o seu dia mais dinâmico e satisfatório. 


terça-feira, 4 de julho de 2017

O Retorno

Há vários anos, fui companheiro de viagem de um ancião que sentou ao meu lado, e sem que perguntasse, contou-me, depois de várias tentativas sem sucesso, sobre sua felicidade por estar voltando para sua cidade natal por ter sido jubilado no emprego.

Contemplei as lágrimas no seu rosto, o brilho nos seus olhos, empolgação ao falar das dificuldades que enfrentou ao longo do tempo e a tristeza de estar voltando num momento em que suas forças já não eram as mesmas de sua mocidade.

Muito tempo se passou depois daquela conversa. As árvores, os postes, as casas, os campos, o horizonte, tudo corria em busca de novos sonhos. Cada momento que passava, sentia que estava mais perto de chegar no meu tão esperado destino.

Olhando para o céu, podia contemplar a lua e as estrelas, essas sim, às vezes à esquerda ou à direita, não importava, a verdade era que elas eram fiéis companheiras pela noite, pois estavam sempre comigo pela estrada afora, não importando a imperfeição da situação, não importando as dificuldades da vida naquela ocasião.

A vontade de chegar ao meu objetivo aumentava à medida que o tempo avançava. Fui tomado por um sentimento nostálgico, e o passado tentava sobrepor o então presente. Na mente, lugares, família e amigos pareciam estar congelados no tempo, uma esperança de um reencontro mágico, seria bom de mais, e às vezes somos traídos pela realidade.

De repente, os lugares começaram parecer conhecidos, o coração acelerou na mesma velocidade dos motores e eu estava a alguns passos do final daquela jornada.

- Pai, mãe, sou eu! Seu filho que estava longe, que morava tão distante, que os senhores sempre pediram a Deus o seu retorno!
- Onde estão vocês? Não consigo vê-los! Passei vários anos sonhando com esse momento!
- Hei! Estou aqui, venham ver, sou eu mesmo!
- Onde estão meus amigos do colégio?

Finalmente, fui ao espelho e vi a dura realidade estampada no rosto. A quantidade e a cor dos cabelos já não eram as mesmas, a pele estava com marcas da vida, porque não falar dos calos nas mãos.

A força já não era a mesma da juventude, aliás, já não me chamavam de jovem, vi que tudo se passou, a vida continuou, todos viveram paralelamente, muitos se casaram, alguns se foram, tive a estranha sensação que cheguei atrasado ou tarde de mais.

A ânsia do retorno cegou-me ao longo dos anos. Hei, a culpa não foi minha, também vivi a vida, porém em lugares diferentes. Estas lágrimas não são à toa, mas uma forma de pedir perdão, voltei, eu amo vocês!

Voltei sim, para minha cidade querida, para o meu povo, para os meus poucos amigos e principalmente para aqueles que restaram da minha humilde família.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Curtindo a vida "adoidado"

Salve Ferris

A década de 80 foi de muita criatividade cultural em todas as áreas e em vários países. Muitos grupos clássicos de música brasileira, como Paralamas e Legião Urbana surgiram nessa época. Mas também foram anos muito produtivos na indústria cinematográfica americana.
Nessa década surgiram filmes como "Curtindo a vida adoidado" que contava a história de Ferris Bueller, um garoto que decidiu tirar um dia de folga de sua vida "chata" e monótona junto com o seu melhor amigo e sua namorada.
O filme fez muito sucesso, se tornou um clássico e ainda faz fãs pelo mundo inteiro. Isso acontece porque no fundo, no fundo, todos nós temos vontade de ter um dia de Ferris Bueller. Mas como podemos realmente aproveitar um dia de folga? Como podemos curtir a vida nas nossas férias e em nossas folga?

Por que tirar um dia de folga?

Quando Deus terminou de criar o mundo em 6 dias, a Bíblia diz que ele descansou no sétimo. Provavelmente Moisés escreveu isso para explicar aos israelitas a origem do descanso no sábado, visto que isso se tornou Lei para todos.
Para entendermos melhor a importância do sábado devemos lembrar que aquele povo trabalhava diariamente no Egito e provavelmente estavam acostumados a não ter um dia de descanso, principalmente para poderem prover a sua própria comida. Vale lembrar também que quando entrassem em Canaã teriam a necessidade de trabalharem diariamente pelo alimento e sustento.
O descanso no sábado era um dia para que os israelitas refletissem sobre Deus e Sua obra. Eles trabalhavam diariamente, de forma muito dura, mas teriam que tirar um dia para poderem colocar "as suas idéias em ordem", principalmente meditando em Deus.

O que fazer em nosso Ferris Bueller´s day?

O mundo atual não nos permite exercitar a meditação e a reflexão. Talvez nunca teve tanta gente no mundo e também talvez (desculpe a redundância) nunca tivemos tantas pessoas solitárias. Solidão e solitude não caminham juntas neste mundo pós-moderno.
Por isso a necessidade de refletirmos sobre o que devemos fazer em nossos dias de folga e em nossas férias. Obviamente não podemos colocar uma Lei para os cristãos guardarem o sábado ou qualquer outro dia. Mas podemos pensar sobre os dias da semana que temos para descansar, como Domingo ou outro (para aqueles que trabalham no Domingo) e sobre os nossos dias de férias.
A melhor forma de aproveitá-los é usando o princípio do sábado. Tirar um dia ou dias para pensarmos na obra da Cruz, para perguntarmos a Deus o que Ele quer de nossas vidas, para louvarmos o Senhor e com isso "pôr as nossas idéias em dia". Essa é a melhor forma de "curtirmos a vida adoidado" em nosso "Ferris Bueller´s day".

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vencendo a barreira do medo

Um dos maiores obstáculos que precisamos superar na vida é o medo. Por mais que tenhamos consciência disso, vencer este bloqueio não é uma tarefa simples.

Isto porque, de modo geral, o medo se relaciona com emoções negativas que vivenciamos que deixaram marcas em nossa memória e, mais do que isto, em nossas células.

Libertar-se das lembranças que geraram o medo exige uma grande disposição interior, pois, para sair do estado de sofrimento em que as memórias dolorosas nos colocam, às vezes é necessário revivê-las muitas e muitas vezes, até que se tornem apenas uma pálida lembrança.

Alguns se recusam a enfrentar este momento difícil, ainda que saibam que é uma passagem necessária em direção à paz. As armaduras corporais que se formam a partir do medo bloqueiam nossa energia vital e trazem inúmeras consequências não apenas para a nossa saúde, mas para o desenvolvimento pleno de nosso poder interior.

A partir do momento em que nos reconhecemos paralisados pelo medo, precisamos ter a coragem para dar o passo seguinte, que se resume em fazer o que for necessário para confrontá-lo, ao invés de fugir.

As batalhas mais importantes da vida são, sem dúvida alguma, aquelas que travamos com nós mesmos, pois é nos subterrâneos de nosso ser, onde reside a escuridão, que se torna mais premente encontrar uma réstia de luz.

E ela está lá, sempre esteve, ainda que as feridas emocionais nos tenham impedido durante muito tempo, de acessá-la. Mas sempre é tempo de refazer o caminho, confiando no amor que a existência nutre por nós.

domingo, 18 de agosto de 2013

Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. 
Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Não tenho nada. Nunca tive. Tenho apenas aquilo que sou. Pura e simplesmente. Não sei se é muito ou pouco, sei apenas o quão difícil é ser-se quem se é, sem rima nem mestria, perante a magnitude dos gestos que marcam a inevitabilidade do destino. Do alto desta estatueta peregrina que sou eu, às vezes sinto que ando em círculos, preso a uma geometria obscena, onde tudo parece imutável e onde a única coisa que muda não é o caminho, mas a perspectiva.
Ou se calhar é ao contrário. Não sei. Não sei nada. 
Entre a dor e a sombra, tudo o que perdura permanece assim... suspenso no tempo dos círculos infinitos. Às vezes a vista lança-se feroz para lá do horizonte daquilo que nunca serei. Sinto medo e volto atrás. Depois há aqueles dias em que ganho coragem e toco muito ao de leve bem no centro desse círculo que é meu. E lá encontro sempre a dor escondida, que arde aos poucos, no meio de uma chama que não se extingue. Assalta-me a vontade de fugir para um espaço suspenso no universo das coisas simples. Noutros dias pego numas aguarelas e começo a colorir o futuro. Mas de que cor? De que cor é que se pinta o futuro? De que cor é que se pinta uma sombra? Ela olha-me e responde-me com um sorriso de ironia. Já travamos duras batalhas eu e a minha sombra. Rendi-me no dia em que percebi que sempre que o sol me acariciava o rosto, era ela que me apoiava as costas.