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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Curtindo a vida "adoidado"

Salve Ferris

A década de 80 foi de muita criatividade cultural em todas as áreas e em vários países. Muitos grupos clássicos de música brasileira, como Paralamas e Legião Urbana surgiram nessa época. Mas também foram anos muito produtivos na indústria cinematográfica americana.
Nessa década surgiram filmes como "Curtindo a vida adoidado" que contava a história de Ferris Bueller, um garoto que decidiu tirar um dia de folga de sua vida "chata" e monótona junto com o seu melhor amigo e sua namorada.
O filme fez muito sucesso, se tornou um clássico e ainda faz fãs pelo mundo inteiro. Isso acontece porque no fundo, no fundo, todos nós temos vontade de ter um dia de Ferris Bueller. Mas como podemos realmente aproveitar um dia de folga? Como podemos curtir a vida nas nossas férias e em nossas folga?

Por que tirar um dia de folga?

Quando Deus terminou de criar o mundo em 6 dias, a Bíblia diz que ele descansou no sétimo. Provavelmente Moisés escreveu isso para explicar aos israelitas a origem do descanso no sábado, visto que isso se tornou Lei para todos.
Para entendermos melhor a importância do sábado devemos lembrar que aquele povo trabalhava diariamente no Egito e provavelmente estavam acostumados a não ter um dia de descanso, principalmente para poderem prover a sua própria comida. Vale lembrar também que quando entrassem em Canaã teriam a necessidade de trabalharem diariamente pelo alimento e sustento.
O descanso no sábado era um dia para que os israelitas refletissem sobre Deus e Sua obra. Eles trabalhavam diariamente, de forma muito dura, mas teriam que tirar um dia para poderem colocar "as suas idéias em ordem", principalmente meditando em Deus.

O que fazer em nosso Ferris Bueller´s day?

O mundo atual não nos permite exercitar a meditação e a reflexão. Talvez nunca teve tanta gente no mundo e também talvez (desculpe a redundância) nunca tivemos tantas pessoas solitárias. Solidão e solitude não caminham juntas neste mundo pós-moderno.
Por isso a necessidade de refletirmos sobre o que devemos fazer em nossos dias de folga e em nossas férias. Obviamente não podemos colocar uma Lei para os cristãos guardarem o sábado ou qualquer outro dia. Mas podemos pensar sobre os dias da semana que temos para descansar, como Domingo ou outro (para aqueles que trabalham no Domingo) e sobre os nossos dias de férias.
A melhor forma de aproveitá-los é usando o princípio do sábado. Tirar um dia ou dias para pensarmos na obra da Cruz, para perguntarmos a Deus o que Ele quer de nossas vidas, para louvarmos o Senhor e com isso "pôr as nossas idéias em dia". Essa é a melhor forma de "curtirmos a vida adoidado" em nosso "Ferris Bueller´s day".

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vencendo a barreira do medo

Um dos maiores obstáculos que precisamos superar na vida é o medo. Por mais que tenhamos consciência disso, vencer este bloqueio não é uma tarefa simples.

Isto porque, de modo geral, o medo se relaciona com emoções negativas que vivenciamos que deixaram marcas em nossa memória e, mais do que isto, em nossas células.

Libertar-se das lembranças que geraram o medo exige uma grande disposição interior, pois, para sair do estado de sofrimento em que as memórias dolorosas nos colocam, às vezes é necessário revivê-las muitas e muitas vezes, até que se tornem apenas uma pálida lembrança.

Alguns se recusam a enfrentar este momento difícil, ainda que saibam que é uma passagem necessária em direção à paz. As armaduras corporais que se formam a partir do medo bloqueiam nossa energia vital e trazem inúmeras consequências não apenas para a nossa saúde, mas para o desenvolvimento pleno de nosso poder interior.

A partir do momento em que nos reconhecemos paralisados pelo medo, precisamos ter a coragem para dar o passo seguinte, que se resume em fazer o que for necessário para confrontá-lo, ao invés de fugir.

As batalhas mais importantes da vida são, sem dúvida alguma, aquelas que travamos com nós mesmos, pois é nos subterrâneos de nosso ser, onde reside a escuridão, que se torna mais premente encontrar uma réstia de luz.

E ela está lá, sempre esteve, ainda que as feridas emocionais nos tenham impedido durante muito tempo, de acessá-la. Mas sempre é tempo de refazer o caminho, confiando no amor que a existência nutre por nós.

domingo, 18 de agosto de 2013

Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. 
Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Não tenho nada. Nunca tive. Tenho apenas aquilo que sou. Pura e simplesmente. Não sei se é muito ou pouco, sei apenas o quão difícil é ser-se quem se é, sem rima nem mestria, perante a magnitude dos gestos que marcam a inevitabilidade do destino. Do alto desta estatueta peregrina que sou eu, às vezes sinto que ando em círculos, preso a uma geometria obscena, onde tudo parece imutável e onde a única coisa que muda não é o caminho, mas a perspectiva.
Ou se calhar é ao contrário. Não sei. Não sei nada. 
Entre a dor e a sombra, tudo o que perdura permanece assim... suspenso no tempo dos círculos infinitos. Às vezes a vista lança-se feroz para lá do horizonte daquilo que nunca serei. Sinto medo e volto atrás. Depois há aqueles dias em que ganho coragem e toco muito ao de leve bem no centro desse círculo que é meu. E lá encontro sempre a dor escondida, que arde aos poucos, no meio de uma chama que não se extingue. Assalta-me a vontade de fugir para um espaço suspenso no universo das coisas simples. Noutros dias pego numas aguarelas e começo a colorir o futuro. Mas de que cor? De que cor é que se pinta o futuro? De que cor é que se pinta uma sombra? Ela olha-me e responde-me com um sorriso de ironia. Já travamos duras batalhas eu e a minha sombra. Rendi-me no dia em que percebi que sempre que o sol me acariciava o rosto, era ela que me apoiava as costas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Sairei por um tempo indeterminado!! Perdi a vontade de escrever, de sentir o prazer de conversar com as pessoas e acima de tudo ver que eu sou capaz de melhorar mais o meu blog. Espero que um dia eu volte a escrever novamente!! Espero que todos saibam que eu não ando bem!! Preciso reformular minha vida novamente. Colocar meus pés no chão!! Desculpa!! Até a próxima!!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Amizade é compartilhar a vida com aqueles que ama, por mais diferentes que eles sejam. É Amor que nunca morre, um sentimento sincero e puro."
Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Conheço pessoas que achavam ter centenas de amigos. Pelo menos até o momento em que sofreram uma queda na vida. Aí, descobriram que não estavam todos ao seu lado e que muitos até se voltaram contra eles. O verdadeiro amigo está sempre ao nosso lado. Ele vê o que há de melhor em nós e não tem medo de nos inspirar a ver o bem em nós mesmos. Isto pode vir na forma de um empurrão motivador. É importante oferecer um ombro para chorar, mas é igualmente valoroso ser uma mão que impulsiona e empurra para frente. Foque nos seus amigos hoje. Faça com que eles saibam que você está presente para eles e não tenha medo de lhes dizer onde eles poderiam estar se esforçando mais - mas, de forma bondosa, é claro. Você está usando seus ombros e suas mãos em suas amizades. 
Sei que é difícil dizer sobre algo tão maravilhoso e pô-lo em palavras, é até quase impossível, pois só se aprende mesmo o que é amizade vivendo-a constantemente.
No meio social, ter boas amizades é muito importante, mas, infelizmente, poucas pessoas se preocupam em ter dentro das suas linhas de relacionamentos a intenção de manter uma verdadeira amizade.
Ser e ter AMIGOS é muito bom, é um sentimento que ultrapassa todas as barreiras, não há nada melhor que isso...Mas a amizade mais sincera e que nunca nos abandona é a de DEUS, ele é o nosso amigo mais sincero e íntimo, que está sempre presente em todos os momentos da nossa vida, tantos os tristes como nos alegres. No dia 20 de julho foi comemorado o DIA DO AMIGO E INTERNACIONAL DA AMIZADE, eu desejo que não pensemos apenas em nossos amigos mas no MAIOR DELE, JESUS CRISTO, que nunca esquece de nós.


Obrigado pela amizade e carinho de vocês que junto com Deus me carregam no colo nos momentos difíceis e vibram junto comigo os alegres...AMO VOCÊS,  DEUS OS ABENÇOEM !!!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos. Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem.
Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói.
E continuamos a perder e seguimos a ganhar. Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás. Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.
Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade.
Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.
Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo. Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram.
Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado? E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma.
E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer. Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade.
E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos. De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança.
Estamos envelhecendo. Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos.
E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados. Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande missão. E que missão!