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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Vida mais Simples

Trânsito está parado. As pessoas correm de um lado para o outro. As buzinas infernais de carros. Esse é o cenário típico da vida nas grandes cidades. Nesse caos rotineiro, é importante parar e focar no que agrega satisfação para você. Algo como uma recompensa por um dia estafante ou até mesmo uma forma de buscar momentos especiais e tornar o dia mais leve.

Nessa hora, nada melhor do que adoçar o seu dia! Você pode reunir mecanismos como gentileza, amizade, altruísmo e generosidade num encontro com amigos para um lanche da tarde. Rever pessoas queridas sempre traz benefícios emocionais e fortalece a consciência de nosso papel social. Receber um carinho daquela pessoa amada, até mesmo pelo telefone ou no whatsapp. 

Outra forma de se sentir bem é se presentear com algo que goste a cada três tarefas obrigatórias cumpridas. Por exemplo, terminou aquele trabalho que vinha consumindo seu tempo livre há meses? Então, que tal se presentar com uma voltinha no quarteirão, uma lembrança naquela loja que você acha favorita. 
Tornar a vida mais alegre de ser vivida é tarefa das mais simples e deve ser perseguida por todos.

Somente assim teremos satisfação para continuar exercendo nossas funções rotineiras com mais vigor. É importante lembrar que o lazer e a satisfação pessoal são ingredientes riquíssimos na busca por uma vida equilibrada. E adoçar o dia com pequenos gestos de carinho com você e com os que o cercam é fundamental. Uma das maneiras de se amar é buscar a autorrealização por meio do conhecimento do próprio eu. Olhar para dentro e perceber o que pode tornar o seu dia mais dinâmico e satisfatório. 


terça-feira, 4 de julho de 2017

O Retorno

Há vários anos, fui companheiro de viagem de um ancião que sentou ao meu lado, e sem que perguntasse, contou-me, depois de várias tentativas sem sucesso, sobre sua felicidade por estar voltando para sua cidade natal por ter sido jubilado no emprego.

Contemplei as lágrimas no seu rosto, o brilho nos seus olhos, empolgação ao falar das dificuldades que enfrentou ao longo do tempo e a tristeza de estar voltando num momento em que suas forças já não eram as mesmas de sua mocidade.

Muito tempo se passou depois daquela conversa. As árvores, os postes, as casas, os campos, o horizonte, tudo corria em busca de novos sonhos. Cada momento que passava, sentia que estava mais perto de chegar no meu tão esperado destino.

Olhando para o céu, podia contemplar a lua e as estrelas, essas sim, às vezes à esquerda ou à direita, não importava, a verdade era que elas eram fiéis companheiras pela noite, pois estavam sempre comigo pela estrada afora, não importando a imperfeição da situação, não importando as dificuldades da vida naquela ocasião.

A vontade de chegar ao meu objetivo aumentava à medida que o tempo avançava. Fui tomado por um sentimento nostálgico, e o passado tentava sobrepor o então presente. Na mente, lugares, família e amigos pareciam estar congelados no tempo, uma esperança de um reencontro mágico, seria bom de mais, e às vezes somos traídos pela realidade.

De repente, os lugares começaram parecer conhecidos, o coração acelerou na mesma velocidade dos motores e eu estava a alguns passos do final daquela jornada.

- Pai, mãe, sou eu! Seu filho que estava longe, que morava tão distante, que os senhores sempre pediram a Deus o seu retorno!
- Onde estão vocês? Não consigo vê-los! Passei vários anos sonhando com esse momento!
- Hei! Estou aqui, venham ver, sou eu mesmo!
- Onde estão meus amigos do colégio?

Finalmente, fui ao espelho e vi a dura realidade estampada no rosto. A quantidade e a cor dos cabelos já não eram as mesmas, a pele estava com marcas da vida, porque não falar dos calos nas mãos.

A força já não era a mesma da juventude, aliás, já não me chamavam de jovem, vi que tudo se passou, a vida continuou, todos viveram paralelamente, muitos se casaram, alguns se foram, tive a estranha sensação que cheguei atrasado ou tarde de mais.

A ânsia do retorno cegou-me ao longo dos anos. Hei, a culpa não foi minha, também vivi a vida, porém em lugares diferentes. Estas lágrimas não são à toa, mas uma forma de pedir perdão, voltei, eu amo vocês!

Voltei sim, para minha cidade querida, para o meu povo, para os meus poucos amigos e principalmente para aqueles que restaram da minha humilde família.