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domingo, 18 de agosto de 2013

Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. 
Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Não tenho nada. Nunca tive. Tenho apenas aquilo que sou. Pura e simplesmente. Não sei se é muito ou pouco, sei apenas o quão difícil é ser-se quem se é, sem rima nem mestria, perante a magnitude dos gestos que marcam a inevitabilidade do destino. Do alto desta estatueta peregrina que sou eu, às vezes sinto que ando em círculos, preso a uma geometria obscena, onde tudo parece imutável e onde a única coisa que muda não é o caminho, mas a perspectiva.
Ou se calhar é ao contrário. Não sei. Não sei nada. 
Entre a dor e a sombra, tudo o que perdura permanece assim... suspenso no tempo dos círculos infinitos. Às vezes a vista lança-se feroz para lá do horizonte daquilo que nunca serei. Sinto medo e volto atrás. Depois há aqueles dias em que ganho coragem e toco muito ao de leve bem no centro desse círculo que é meu. E lá encontro sempre a dor escondida, que arde aos poucos, no meio de uma chama que não se extingue. Assalta-me a vontade de fugir para um espaço suspenso no universo das coisas simples. Noutros dias pego numas aguarelas e começo a colorir o futuro. Mas de que cor? De que cor é que se pinta o futuro? De que cor é que se pinta uma sombra? Ela olha-me e responde-me com um sorriso de ironia. Já travamos duras batalhas eu e a minha sombra. Rendi-me no dia em que percebi que sempre que o sol me acariciava o rosto, era ela que me apoiava as costas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Sairei por um tempo indeterminado!! Perdi a vontade de escrever, de sentir o prazer de conversar com as pessoas e acima de tudo ver que eu sou capaz de melhorar mais o meu blog. Espero que um dia eu volte a escrever novamente!! Espero que todos saibam que eu não ando bem!! Preciso reformular minha vida novamente. Colocar meus pés no chão!! Desculpa!! Até a próxima!!