Total de visualizações de página

domingo, 16 de janeiro de 2011

O século XXI continua guindado a mais alta tecnologia desbravando os
infindáveis horizontes da ciência. Antigos mistérios do conhecimento
são desvelados. Enigmas, que permaneciam incompreensíveis, são
decifrados, e o materialismo sorri zombeteiro das mensagens sublimes
do amor.

Paradoxalmente, os avanços respeitáveis dessas áreas do intelecto não
lograram modificar as ocorrências traumáticas que têm lugar no orbe,
na atualidade. No auge das conquistas das inteligências, permanecem as
convulsões sociais unidas às convulsões planetárias no momento da
grande transição que passa a Terra amada por todos nós.

De um momento para outro, uma erupção vulcânica arrebenta as camadas
que ocultam o magma, e as cinzas – atiradas acima de 10 mil metros da
superfície terrestre – modificam toda a paisagem européia ameaçando as
comunicações, a movimentação, enquanto se pensa em outras e contínuas
erupções que podem vir assinaladas por gases venenosos ou por lava
incandescente... Fenômenos de tal monta podem ser detectados, mas não
impedidos, demonstrando que a vacuidade da inteligência não pode
ultrapassar a sabedoria das leis cósmicas estabelecidas por Deus.

E Gaia – a grande mãe planetária– estorcega, enquanto na sua
superfície a violência irrompe em catadupas, ameaçando a estabilidade
da civilização: política, econômica, social e, sobretudo, moral,
caracterizando estes como os dias das antigas Sodoma e Gomorra das
anotações bíblicas... Poder-se-ia acreditar que o caos seria a
conclusão final inevitável, entretanto, a barca terrestre que singra
os horizontes imensos do cosmo não se encontra à matroca.

Jesus está no leme e os seus arquitetos divinos comandam os movimentos
que lhe produzem alteração da massa geológica, enquanto se operam as
transformações morais. Iniciada a era nova, surge, neste mesmo século
XXI, o período prenunciador da paz, da fé religiosa, da arte e da
beleza, do bem e do dever.

Assinalando esse período de transformação estamos convidados,
encarnados e desencarnados, a contribuir em favor do progresso que nos
chega de forma complexa, porém bem direcionada. Avancemos com as
hostes do Consolador na direção do porto do mundo de regeneração.
Sejam os nossos atos assinalados pelos prepostos de Jesus, de tal
forma que se definam as diretrizes comportamentais.

...E que todos possam identificar-nos pela maneira como enfrentaremos
dissabores e angústias, testemunhos e holocaustos, à semelhança dos
cristãos primitivos que viveram, guardadas as proporções, período
equivalente, instaurando na Terra o Evangelho libertador, desfigurado
nos últimos dezessete séculos, enquanto, com Allan Kardec, surgiu o
Consolador trazendo-nos Jesus de volta.

É compreensível, portanto, que os espíritos comprometidos com o
passado delituoso tentem implantar a desordem, estabelecer o
desequilíbrio das emoções para que pontifique o mal, na versão
mitológica da perturbação demoníaca. Em nome da luz inapagável
daqueles momentosos dias da Galiléia, particularmente durante a
sinfonia incomparável das bemaventuranças, demonstremos que a nossa é
a força do amor e as nossas reflexões no mundo íntimo trabalham pela
nossa iluminação.

Nos dias atuais, como no passado, amar é ver Deus em nosso próximo;
meditar é encontrar Deus em nosso mundo íntimo, a fim de espargir-se
a caridade na direção de todas as criaturas humanas. Trabalhar,
portanto, o mundo íntimo, não temer quaisquer ameaças de natureza
calamitosa através das grandes destruições que fazem parte do
progresso e da renovação, ou aquelas de dimensão não menos
significativa na intimidade doméstica, nos conflitos do sentimento,
demonstrando que a luz do Cristo brilha em nós e conduz-nos com
segurança.

A Eurásia, cansada de tantas guerras, de destruição, da cegueira
materialista, dos contínuos holocaustos de raças e de etnias, de
governos arbitrários e perversos, clama por Jesus, como o mundo todo
necessita de Jesus. Seus emissários, de Krishrna a Bahá’u’lláh, de
Moisés a Allan Kardec, de Buda aos peregrinos da não violência, de
Maomé aos pacificadores mulçumanos, todos esses, ministros de Jesus,
preparam-lhe, através dos milênios, o caminho para que através do
Consolador – mesmo sem mudanças de diretrizes filosóficas ou
religiosas – predomine o amor.

Sejam celebradas e vividas a crença em Deus, na imortalidade, nas
vidas ou existências sucessivas, fazendo que as criaturas dêem-se as
mãos construindo o mundo de regeneração e de paz pelo qual todos
anelamos... Jesus, meus filhos, ontem, hoje e amanhã, é a nossa
bússola, é o nosso porto, é a nave que nos conduz com segurança à
plenitude.

Porfiai no bem a qualquer preço. Uma existência corporal, por mais
larga, é sempre muito breve no relógio da imortalidade. Semeai,
portanto, hoje o amor, redimindo-vos dos equívocos de ontem com
segurança, agora, na certeza de que estes são os sublimes dias da
grande mudança para melhor.

Ainda verteremos muito pranto, ouviremos muitas profecias alarmantes,
mas a Terra sairá desse processo de transformação mais feliz, mais
depurada, com seus filhos ditosos rumando para mundo superior na
escalada evolutiva.

Saudamo-vos a todos os companheiros dos diversos países aqui reunidos,
e em nome dos Espíritos que fazem parte da equipe do Consolador,
exoramos ao Mestre inolvidável que prossiga abençoando-nos com sua
paz, na certeza de que com Ele – o amor não amado – venceremos todos
os obstáculos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário