A vida não espera estarmos prontos para nada que ela parece que nunca tenha tempo, o nosso tempo. Tudo é imprevisível, nada é seguro, e a todo instante nos depararmos com o que não qu gostaríamos, jamais esperávamos. Porque sempre teremos a impressão de que ainda não estamos preparados para atravessar as provas que nos impõe inadvertidamente, dia sim e no outro de novo. Nunca estaremos seguramente prontos, principalmente para sofrer os reveses, que não serão poucos. É bom nos percebermos, planejarmos, economizamos, para que possamos atravessar as ventanias com maior segurança e viver uma velhice ao menos tranquila, porém, caso essa tentativa de controle for excessiva, acabaremos decepcionando amargamente. Porque, como disse anteriormente, nada nesta vida é uma certeza é apenas a segurança do amor verdadeiro é que nos sustentará durante as noites frias que virão. O amor verdadeiro, sim, é a certeza da vida, nem mais.
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Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também… Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não re...
O Retorno
Há vários anos, fui companheiro de viagem de um ancião que sentou ao meu lado, e sem que perguntasse, contou-me, depois de várias tentativas sem sucesso, sobre sua felicidade por estar voltando para sua cidade natal por ter sido jubilado no emprego. Contemplei as lágrimas no seu rosto, o brilho nos seus olhos, empolgação ao falar das dificuldades que enfrentou ao longo do tempo e a tristeza de estar voltando num momento em que suas forças já não eram as mesmas de sua mocidade. Muito tempo se passou depois daquela conversa. As árvores, os postes, as casas, os campos, o horizonte, tudo corria em busca de novos sonhos. Cada momento que passava, sentia que estava mais perto de chegar no meu tão esperado destino. Olhando para o céu, podia contemplar a lua e as estrelas, essas sim, às vezes à esquerda ou à direita, não importava, a verdade era que elas eram fiéis companheiras pela noite, pois estavam sempre comigo pela estrada afora, não importando a imperfeição da situação, não impor...
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