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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Silêncio, por favor

Um dos conceitos mais importantes da filosofia de bem viver é a pratica diária do aquietamento da mente – a meditação. A técnica não exige crença, tampouco habilidade. Como perfeitamente coloca o psicólogo britânico John Clark em seu livro A Map of Mental States (Um Mapa dos Estados Mentais): “A meditação é um método pelo qual a pessoa se concentra mais e mais sobre menos e menos”. Porem, em um mundo na qual recebemos continuidade milhares de estímulos sensoriais, em que somos pressionados a saber cada vez mais e sempre há mais para conhecer, em que competição e o movimento são contínuos e sempre maiores, parar não é tarefa fácil, ainda que seja extremamente simples.
Meditar é parar – estacionar gradativamente, o fluxo de ondas mentais. Quando o corpo fica imóvel e a mente silencia, o que acontece mesmo? Com a palavra o genial físico Albert Einstein: “Penso 99 vezes e nada descubro, paro de pensar e a verdade me é revelada.”
O exercício diário da meditação limpa as impurezas impregnadas em nossa mente, como medo, raiva, ansiedade e culpa. Classificados na Ayurveda (a Tradicional medicinal indiana) como as mais perigosas toxinas que existem, essas emoções negativas nos desequilibram e ainda se transformam em hormônios de estresse, que causam envelhecimento precoce. Por tanto, ao meditar, praticamos um exercício de rejuvenescimento – ao mesmo tempo em que aumentamos a produtividade, a criatividade, a concentração e a inteligência. Mais: a mente apaziguada auxilia na prevenção de doenças e acelera a recuperação física. É ainda é a melhor ferramenta para o autoconhecimento, o autodesenvolvimento e a realização espontânea dos desejos.
Agora, vamos à ação: coluna ereta, solas dos pés firmes apoiadas no chão, feche os olhos e coloque sua atenção a respiração. Observe o ar entrando e saindo dos pulmões. E só. Em inglês, o estado meditativo é definido como “restful alertness”, que pode ser traduzido como “estado de alerta relaxado”. Não é uma beleza? Pratique hoje por 5 minutos, e amanha, e depois... E gradativamente vá aumentando esse tempo. O ideal é chegar à meia hora diária. Melhor ainda se conseguir meditar ao amanhecer e no fim do dia. Mas se entre o ideal e o possível a distância é grande, mas não se incomode. Faça o que der para a sua realidade. Você verá que nesse processo, a cada dia, fica mais fácil viver. Simples assim.

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