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quinta-feira, 11 de março de 2010

Já não sei, não conto anos
Foram tantos desenganos que os deixei de contar
Já nem sequer conto os dias frutos de noites tardias feitas de espera e sonhar
Já não conto mais as horas desde que fiz-me senhorado meu tempo pequenino castrei meus sonhos meninos tão tenros de mocidade por uma felicidade que nunca vi na viagem que fiz aqui de passagem Nessa vida retirante conto de hoje em diante os sorrisos das pessoas tardes vividas à toa flôres de muitos jardins rosas, gerânios, jasmins beijos, afagos, lembranças de doces tempos de infância Conto sim, a nossa história trechos rasos de memórias marcas fincadas no rosto o pó de muito desgosto Cheiros de sal e de terra tantas batalhas e guerras Tantas que nunca venci Muitas nas quais eu morri E contarei, com certezada vida, toda a beleza lugares por onde andei Mas dias, anos e mesesfeitos de tantos revezes Eu não mais os contarei

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